É isso aí...
Tá vivo não está?
Tá respirando não está?
Então...
Bora, prosseguir com a prosa...
Tá respirando não está?
Então...
Bora, prosseguir com a prosa...
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Desculpa mas eu sou superior...
Nascemos analfabetos - assim como a mãe do Lula - estudamos, nos formamos, estudamos mais, nos formamos denovo, estudamos mais ainda.
Após isso tudo, saímos numa linda noite, perfumados, roupa impecável, entramos em uma festa com muita gente bonita.
Na primeira conversa o sujeito concorda com tudo que dissemos, só não concorda com o Português, coitado, que se vê assassinado. A falta de cultura, de estudo, de vocabulário, nos afasta. Sem dúvida alguma decretamos morte civil ao sujeito cuja única coisa que é maior que sua ignorância é a sua prentesão ao impossível : nós.
Paramos nesse ponto.
Quando a mocinha do filme, que na ótica do bolsa família estaria mais para vilã, descarta o coitado bem arrumado por não fazer parte do seu mundo é considerada uma vã criatura arrogante, prepotente, indecente.
Ela se pergunta:
mas o que vale não é a beleza interior? Porque ele tem que ser estudado como eu, ter terceiro grau e alguma ambição para que eu dê a ele autorização para dirigir a palavra a mim??
Eu não estaria tendo um ataque de arrogância múltipla? Ou será que ele cruzou a fronteira do mundo dele para o meu, isso é invasão?
De certa forma este fato corriqueiro é entendido pela sociedade e não há julgamentos da conduta da moça. Pelo contrário, julgam quando ela resolve conhecer a beleza interior do fidalgo sortudo..e julgam mau.
Sendo assim ,o mundo está dividido em vários submundos, de pessoas analfabetas, singulares (nunca aplicam o plural), de ensino fundamental, médio, superior, doutorado...
Esbarramos na esfera moral, onde este tipo de nivelamento fica na fronteira da ética, beirando o mau gosto mesmo, posto que deixamos de lado outros valores para considerar apenas este na hora do 'pois é..a gente se esbarra...'
Mas você estaria disposto a namorar uma garota que não tem ensino superior, que acha o programa fantástico e o Big Brother super bacanas, que veem novela, que acreditam que ler um livro por ano é muita coisa e que falam mortandela?
Você namoraria alguém que não sabe entrar num blog, que nunca viu um artigo científico, que não entendeu a piada do seu amigo, que usa palito de dente ou abre seu email uma vez por mês?
Questões como essas estão pará além do entendimento mediano.
Mas há exceções, existem sujeitos dotados de um amor quase sobrenatural que experimentaram um relacionamento com estas criaturas pouco apropriadas para este século.
Existem registros disso.
Afinal, somos arrogantes?
Não conseguimos manter uma conversa estimulante com um sujeitos destes e de certa forma não nos adequamos a eles. Mas a rejeição sempre ocorre do lado mais desenvolvido intelectualmente para o lado menos.
OU você já viu o inverso acontecer??
- "Desculpe querido, mas não quero sair mais com você poir você é muito inteligente e não entendo nada do que você fala."
NUNCA VIU..NUNCA VERÁ...
E isso torna a coisa um pouco mais interessante.
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